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Produtora de Vídeo, Cinema e Holografia |
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HOLOGRAFIA COMERCIAL, uma introdução Palavra derivada do grego. HOLOS:
todo, inteiro; e GRAPHOS: sinal, escrita. Imagens reais, em terceira dimensão apresentando produtos... O logotipo de uma empresa no ar, flutuando na direção do espectador... Uma chamada publicitária que se materializa no espaço e se transforma... Tudo isso parece emergir dos sonhos futuristas de um publicitário, ou do acesso visionário de um diretor de marketing. Mas, na verdade, são apenas algumas aplicações possíveis para a holografia. A holografia foi descoberta
conceitualmente em 1948, pelo cientista britânico Denis Gabor. Em 1962 o cientista russo Yuri Denisiuk aperfeiçoou a técnica holografica permitindo que ela fosse visualizada com luz branca. Ele criou os chamados "hologramas de reflexão", mais tarde Stephen Benton cientista da Polaroid inventou um processo de elaboração de hologramas de mais fácil visualização, o método "arco-íris". Finalmente, o holograma podia sair dos laboratórios e se transformar em uma nova forma de comunicação. Nos anos 70, com a redução de custos (e
conseqüente difusão) dos lasers e a produção de
filmes/chapas e materiais sensíveis específicos para a holografia, novas
possibilidades
e utilização passaram
a ser testadas e ela começou a ser respeitada como
uma nova tecnologia de registro e de reprodução da imagens em três
dimensões. Além de sua
altíssima
resolução tem a vantagem de não necessitar de óculos especiais, lentes ou A Holografia foi introduzida no Brasil pelo físico argentino e professor José J. Lunazzi em um curso ministrado na UNICAMP em dezembro de 1974 e, posteriormente, no Centro Tecnológico da Aeronáutica. Em 1976, Lunazzi começou a fazer hologramas sistematicamente, além de pesquisas ligando a holografia a outras mídias na Unicamp, até hoje ele escreve artigos e papers em publicações internacionais e nacionais sobre suas pesquisas com a holografia e promove intercâmbio de pesquisadores de diversos países. A holografia começou realmente ser conhecida pelo público no Brasil, a partir da exposição Hologramas, no pavilhão da Bienal, em 1980. A mostra foi organizada por Ivan Isola, então diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS). À época, foi criada ali uma sala específica para a exposição de hologramas. Em 1983, o artista plástico, cineasta e videomaker Moysés Baumstein, iniciou suas pesquisas na área, tornando-se o hológrafo mais importante do país. Baumstein aliou sua pesquisa de expressão pessoal às possibilidades comerciais do meio, introduzindo no país o uso comercial da holografia em 1984. O holograma passou a ser utilizado como um novo tipo de display, apresentando não apenas um produto ou um objeto em três dimensões, mas sim, todo um conceito de marketing. Enquanto mensagem, o holograma engloba logotipo, produto e texto promocional. A partir daí, Moysés passou a desenvolver um intenso trabalho de valorização da holografia enquanto "display de alto impacto visual", para uso em feiras, exposições, pontos-de-venda. Entre 1984 e 1991, trabalhando com os filhos Ricardo e Fábio criou e executou mais de 200 hologramas comerciais para empresas como a Souza Cruz, Sherwin-Williams, Lee, Bradesco, Warner-Lambert entre outras, e para instituições como o INPE, SESC, SENAC etc. Em 1989, fundou a Holobrás, especializada na elaboração de pequenos hologramas em alta escala industrial, os chamados hologramas impressos, confeccionados com uma tecnologia desenvolvida inteiramente no Brasil pelos Baumstein, e até então, restrita somente a dez empresas em todo o mundo. Em apenas um ano de atividades o investimento em pesquisa foi praticamente recuperado, porém a partir do segundo ano, com a recessão advinda no governo Collor, a holografia impressa deixou de ser economicamente viável para pequenas e médias tiragens e a empresa foi liquidada. Optou-se pela utilização de métodos mais artesanais para a produção de displays holográficos na VIDECOM, resultando em dezenas de imagens holográficas para uso promocional e comercial em formatos de 50 X 60 cm, com um relevo de até 3 metros ou mais da superfície do filme. Com a morte de Moysés Baumstein em 1991, seu filho Ricardo assumiu a produção e as pesquisas com hologramas, buscando novos locais e métodos para um uso cada vez mais difuso da holografia. Em 1993, Ricardo testou um novo conceito: a holografia enquanto mídia publicitária. Assim, o holograma passou a ser o veículo e o apresentador da mensagem comercial, e não mais um acessório em estandes ou pontos de venda. Diversos trabalhos foram produzidos através da agência Meta 29 para empresas como o YAZIGI, Centro Empresarial de São Paulo e Atkinsons. Assim hoje a holografia passa a ser um objeto de atenção do público, concentrando toda a sua força de comunicação como uma mídia diferenciada. Em 1998 o Prof. Lunazzi convidou o cientista russo Yuri Denisiuk a participar de um congresso de Física em Minas Gerais e lá apresentar seus trabalhos. Nessa viagem, ao passar por São Paulo, este pioneiro da holografia conheceu o laboratório holográfico instalado na VIDECOM e a obra de Moysés Baumstein. A VIDECOM não atende mais a execução de hologramas para terceiros, seu laboratório holográfico hoje esta restrito a pesquisas conjuntas com bolsistas da FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) para um contínuo desenvolvimento desta linguagem.
Caracteristicas técnicas de hologramas produzidos pela VIDECOM - Formato 50X60 cm, filme holográfico montado entre 2 placas de vidro. - Tipo de Holograma "Arco-Iris" (holograma de transmissão), com coloração variável de acordo com o ângulo de observação, abrangendo todo o espectro visível de cores. - Iluminação: Halógena em
um angulo aproximado de 45 graus com a fonte de luz posicionada atrás - Relevo da imagem variável até 3 metros (para frente e/ou para trás) da superfície do Holograma.
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